TEMPLATE ERROR Current Date: Sun May 14 19:39:31 BRT 2006 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 165 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison . Mundo do Espetáculo .

Has no end.
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http://doespetaculo.blogspot.com/

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Escrito por carioca-mineiro-paulista às 16h54
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Bonnie & Clyde te pouparam - O que soa epílogo é só o começo

 

E, de repente, eu sou tudo aquilo que a mamãe rezou pr’eu temer.

É a festa, é o túnel, é o carro, é a cama e é o Busto, mamãe. Nem queira, não vai. 

Sou eu, o estranho e o versado – bem misturados na garrafa estranha.

Tensão da não boa, só tira o lençol; sério, na boa.

Por quê? e entreolhamos; estra(aa)nho e rimos.

Voltamos; tapamos; ui-ui ai-ai-ai; 'tão’tá, 'tão-tchau. Aguarde um contato.

 

.

 

 

Não fosse o festim, nós dormíamos menos.                             Não me contradigo, pergunta pros nêgos.

                                          Sentados na praia, “conta o seu segredo”.

Elétricos, rindo, com dentes doendo.                                       Now somos ingleses, A city to loooooooooove!

 

 

 

 

Melhor sem o cheiro, parceiro. Saímos da cama pra sermos do peito. Enfim. Com efeito.

 

 

 

 

 

 

 

Plágio, não. Mesma (ins)piração, balão!



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 11h07
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Entrou no bar e pediu um troço. "Qualquer troço; só ser forte".

"Criatividade não é o forte dos garçons..." - virou o uísque.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 13h36
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Sem Sentido(s)

Uma análise tendenciosa

 

 

No escuro, parece, mas nem todos são iguais. Há uma freqüência diferente; a uma freqüência diferente todos se enxergam, tudo é medido, vê-se d’outra maneira, e vê-se.

 

O som alto, impedindo conversa, favorece: um sentido, quando privilegiado em detrimento dos outros, é forçado a se aguçar – menos mérito aos olhos, concordo. A emissão dominante é externa, le bruit despe-se da obrigatoriedade e pressão de discurso e apenas coordena o movimento.

 

No fim das contas, o próprio movimento facilita, admito: disfarça a inquietude, facilita a construção de imagem, oferece escape ou contexto paralelo. Reina, porém, incólume, a visão.

 

Porque ao olfato resta o cigarro – e este é um fortíssimo argumento pró-tabaco. Ao invés de incomodar-se com o ambiente, contribua para a formação de um odor familiar e apropriado! É o que deveria bradar a Phillip Morris, eu arrisco. Rio e lembro dos publiciotários, coitados...

 

Mas voltemos aos olhos. A visão, além de instrumento de análise já explicado, é arma empírica. A ação maior, pré, durante, ou pós, ocorre apoiada nela. As pupilas adquirem, enfim, a função primeira da fala, e disso já falaram muitos...

 

Um viva à visão, seiva elaborada das janelas da alma, seiva bruta das querelas do corpo.

Viva os olhos!

Na noite eles são reis.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 13h14
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As letras versariam em torno de ócio, falta de inspiração ou


O texto não saiu.




Escrito por carioca-mineiro-paulista às 00h05
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Todos Juntos! "À insônia, um bom dia!"

Era um boteco elitista em Botafogo e a mesa de Beto era a mais animada. Engraçadamente, todos vomitavam sem parar seus eloqüentes pensamentos de esquerda - ele, inclusive - ao mesmo tempo, ao mesmo tempo que brincavam com as chaves de seus carros ou com enormes pedras penduradas em anéis de formatura; cafonas, muitos.

O papo parecia de fato enfadonho mas Beto não arredava da conversa, sabia que Lídia adorava a discussão. A maior parte daquilo que ela dizia parecia-lhe brilhante; a parte restante, provavelmente avaliada durante súbitos surtos de sanidade frente ao álcool, soava-lhe definitivamente estúpida. "Não importa".

Já no primeiro momento em que os olhares se cruzaram, e pararam, um daqueles impulsos irracionais mais fortes que o bom senso tradicional o acometeu. Apontou, nervoso, com os olhos, para o embaixo da mesa e sem qualquer palavra afundou-se na cadeira, feito sabão escorrendo no banho. Os segundos sob a mesa devem ter-lhe parecido horas. Justifica-se: Tina apareceu apenas poucos instantes após a descida, e o encontrou ensopado de suor e com as unhas todas roídas. Beto só sorriu.

Alice não o encarava com coragem, provavelmente havia concluido que faltava-lhe experiência nesse tipo específico de flerte. Sorria, tímida, desviando-se dos sapatos e sandálias que vez por outra insistiam em chutar-lhe ou pisar em seu cabelo. O curioso é que, nessas horas, ambos sentiam um alívio tremendo; concluiam tranquilos que ninguém nada percebia e recebiam de bom grado as topadas pelo corpo.

- E agora, que fazemos?
- Não sei, vamos deixar acontecer.

Mas dois segundos-hora e:

- E aí, chegou a hora de acontecer?
- Acho que s...

A velha história se repete: beijaram-se.
Um beijo longo e conturbado, é verdade, interrompido pelo vigoroso chute de um exaltado rapaz que, inconformado, quase arrumou briga quando ouviu de um que Fidel é homossexual e vive há tempos um caso tórrido de amor com um renomado médico costa-riquenho. Nessa hora, Beto quase decepou(?) a língua de Linda e precisou pedir desculpas.

Voltaram à mesa como se nada anormal houvesse acontecido e não tornaram a se olhar em nenhum momento, até a hora em que todos pagaram a conta. Bete sorriu, então, docemente, levantou-se, despediu-se de todos, atravessou o balcão e, não sem antes olhar para trás, deu um beijo forte e comprido no garçon mais feio, indo em seguida embora. Beto não hesitou. Matou-se.

Enfiou um garfo sujo de gordura goela adentro após concluir que Olívia seria sua alma gêmea, seu par, a mulher de sua vida, e que a havia perdido para um pinguim vesgo e careca. Percebeu a possível precipitação tarde demais, quando os olhos não mais podiam ficar abertos por causa do sangue.

 

Todos riram compulsivamente.
Chamaram-no de romântico e voltaram pra casa.

 

*

 

Clap.Clap.Clap.

Fotildo Nuñes ganhara quatro prêmios e tivera esse texto publicado em alguns pequenos jornais locais; até na TV-Puc ele apareceu. Hoje, muito tempo depois, o autor mora em Paraty, sozinho numa casa até boa, a uns 15 a pé da praia. Dizem que tornou-se um homem realizado e feliz, rodeado de mulheres, dinheiro suficiente e prestígio. Costumava dizer por aí que num dia próximo morreria sorrindo, sozinho, num fim de tarde, boiando calmo na praia da Soneca após beber umas e outras com os amigos.

E disso eu não tenho a me-nor dúvida.

 



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 12h40
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De noite no Queens

Aaahh, nada como res-pirar bem fundo.
O máximo possível, o clássico fusível.
                            Faltou luz na Macedônia, aos maçons só acetona.

Mama, just killed a man,
sais that faggy moustache.
                                                       Bigodes, Jack Fucking Twister.
                                                                                     Mão direita no vermelho.
                                                                                     Jorre, líquido maldito.
Estamos na banheira, eu, você e Matthew. Apaga, apaga e tira a tampa.
                                                                                Sim, beba Coca-Cola, sinta o verão.
Os quarenta e dois da cidade maravilhosa.
                                        Elkes e suas longas botas no Lido.
                                        Ler pra quê? Re-pito.

Mamamia, mamamia, mamamia letmego.
Let me go to Alabama.
                                                                                Sweeet home, Alabama
where the skies are so bluuue. 
                              
Azuis como os da loura.
                                                       Loura em parte, parte a loura, vem o olhinho.
Vai o olhinho. E hoy jo catarsei
                              Catar-sei, eu sei, eu sei. We pray. For Ray. Charles.
Camila Parker Bowles, Elton John e aquela música chaaata.

Aaahh, nada como res-pirar bem fundo!
Canta, Freddy Krueger, eu dirijo o Mercury e peço um n°1 sem picles. 
                                    Até a Lapa e tomo um tapa. 
                                    Certa vez, tomei um soco e ficou roxo.
                                    Igual o do Collor.
Colorida é amizade Boa.
                         Vê uma Antártica, Tião, já que não tem Itaipava.
                         Aliás, lá é bom. Podíamos ir no carnaval.
Tum-tum, pá ti cum bun. 
                                da.
                                ta.
                                ta.
                                Que bêbada safada! Tá errada, sua sapa.
                                                                                Passa!
?
                                                                                Nunca gostei, Panetone devia ser proibido.
Droga, cabou o CD.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 14h47
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Não sou fanzíssimo dele, não, mas esse é bem bom.

 


 

Alone with everybody.  
 Bukowski

the flesh covers the bone
and they put a mind
in there and
sometimes a soul,
and the women break
vases against the walls
and the men drink too
much
and nobody finds the
one
but keep
looking
crawling in and out
of beds.
flesh covers
the bone and the
flesh searches
for more than
flesh.
there's no chance
at all:
we are all trapped
by a singular
fate.
nobody ever finds
the one.
the city dumps fill
the junkyards fill
the madhouses fill
the hospitals fill
the graveyards fill
nothing else
fills.

  



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 17h10
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A Bula
(ou sobre o verbo postiçar)

no opróbrio próprio, eu prego a falácia. a-a gentalha, sou nem genitália.

já o riso tantálico pospõe o inefável, o estado imutável é o fortúnio a-logrado.

deveras fungível, sim sim, sou fungável; às porcas bazófias, às parcas prosápias...

eu sigo amovível à delonga arfada, clamo a talagada - à prosódia aprumada.   

pois sinto o encargo do meu caiporismo e a qualquer aforismo, consinto e abdico.

encarcero o peito ao abafadiço, retenho os caniços, (s)ou, enfim, postiço.

 

.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 23h41
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Quando Cartola versa a esperança vaga

 

Olhou para os lados, certificando-se de que não havia ninguém mais no pátio.  Deitou a mão no bolso e pegou sua carteira de cigarros. Não tinha a menor vontade de fumar; ainda o último filtro brilhava, fosco, noutro canto, próximo a uma pequena árvore.

 

            Mesmo assim acendeu. “São assim os vícios”, pensou, “Faz-se menos do que se pode, mais do que dever-se-ia, é involuntário”. Acreditava que a vontade naturalmente torna-se menos forte do que o costume, o qual, após abertas as alas, assume sem garbo as rédeas, apenas devolvendo o couro à mentora inicial em casos de extrema urgência ou novidade; fumaria por costume, então. Assim explicava também a rotina ou a monotonia; agiriam elas como os vícios. Junto ao costume, por vezes, atuaria ainda um outro tipo de sentimento, uma espécie de incentivo paralelo à má vontade, mas este ele não conseguia, não por medo, sim por falta de vocabulário, empalavrar. De qualquer maneira, soprava a fumaça e nada observava à escuridão; nessa hora, a luz fraca do penúltimo havia já morrido. Pôs-se a se concentrar nos barulhos que o cercavam, e tentou, em vão, identificar uma música que, lá, bem ao fundo, indicava a existência de um bar ou coisa parecida.

 

            Imediatamente pensou em beber algo, mas logo desistiu. Lembrou-se do recente arrebatamento e concluiu ter encontrado mais um meio para reforçá-lo. Nesses momentos não raros de anti-contemplação, costumava tentar pensar. Não duvide, precirritado leitor, de que houvesse muito a se pensar naquela cabecinha. Tudo muito vago, fugaz e solúvel, como o pó, mas havia. Seu problema maior esboçava ser a, própria e alheia, falta de dedicação aos conflitos e dúvidas que tentavam atormentá-lo, tivessem eles espaço. Alguém precisava, portanto, avisá-lo que os sorrisos amarelos, apesar de razoáveis escondedores, resultam em dentes azuis, irrefutavelmente. E que sua busca pela nova versão da Bela Morte, que alguém já disse "toda uma vida honrar",  não trazer-lhe-ia necessariamente bons frutos, ao menos da maneira com que se desenhava, escrevia. 

 

            Novamente creditou ao costume sua falta de ação. Queria desvencilhar-se do marasmo chato recém instalado, mas seguia a vontade inerte, letárgica, privilegiando como sempre o garantido. As vozes altas e as longas gargalhadas, cada vez mais próximas, denunciavam que o tal bar havia fechado. Fechado. A alegria daqueles bêbados passou então bem perto, mas nosso herói fez questão de se esconder. “Deve entre eles haver algum conhecido que provavelmente me chamará para acompanha-los”, imaginou.

 

             Deu então a última tragada, longa e pesada, quase queimando os dedos. Quando teve certeza de que novamente não mais havia alguém por perto, levantou-se, ajeitou as roupas de forma que não se percebesse onde estivera e preparou-se para sair. Antes, inconscientemente, deitou a mão no bolso e pegou sua carteira de cigarros.

            

             Acendeu outro.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 13h53
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Quem



É preciso ter o diabo no corpo para alcançar êxito em alguma arte.

Voltaire.




ricksenra@gmail.com


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