O LOBO SUPER HERÓI E AS OVELHAS BURRAS
Ivana Bentes – professora de Linguagem Audiovisual do 2o período – literalmente “perde” os trabalhos de todos os alunos do atual 3o período. Não há explicação para o fato...apenas se sabe que os trabalhos desapareceram e, conseqüentemente, não há possibilidade de revisão. Pouquíssimos estudantes sentiram-se lesados pelo fato, já que as notas nessa matéria, foram – em geral – altas. Resultado: pouquíssima ou nenhuma mobilização dos alunos. O fato de que documentos (provas são sim documentos) sob responsabilidade da professora foram perdidos passaria em branco.
A situação se repete com o professor de Economia, Eduardo Refkalefsky: todas as provas da mesma turma foram extraviadas. Também não há explicação para o fato (comenta-se por aí que uma das faxineiras da ECO teria retirado as provas do escaninho do professor e jogado fora...obviamente nada foi provado). Existe, porém, uma única diferença entre os dois casos: as notas dadas por esse professor foram sim questionáveis; um número enorme de alunos foi reprovado ou teve notas baixíssimas (e disso resulta toda a paranóia – justificável, claro – em torno dos CRs e da conseqüente conquista, ou não, da habilitação desejada).
E essa única diferença resultou num desenrolar totalmente diferente: ao contrário do que ocorreu com Ivana Bentes, dessa vez houve sim burburinho entre os alunos. Ninguém quer ter seu CR comprometido, e após negociação com o professor foi decidido que se realizaria uma nova prova – 4 meses após o término do período.
Aí entra o CAECO (Centro Acadêmico da Escola de Comunicação). A entidade, representante oficial dos alunos na faculdade, obviamente tinha que intervir – como é de se esperar, a favor dos alunos. A idéia inicial do CA foi a seguinte: “façam a prova, garantam suas notas, e depois, peçam revisão da prova anterior para que o professor sofra as conseqüências – justas, espera-se – diante da faculdade. O anseio dos alunos seria sanado e a irregularidade do professor, denunciada”. Tudo certo...
Porém o CA percebeu (tarde, diga-se de passagem) a contradição nessas ações: aceitaria-se o novo jogo do professor [também ilegal, já que não existe fazer uma prova (muito tempo) depois de terminado o semestre] ao mesmo tempo que denunciaria-se suas irregularidades. Estaríamos nos aproveitando da irregularidade pra garantir nossos interesses, e, depois desses conquistados, a denunciaríamos. Contraditório, sem duvida.
A nova proposta – dada, novamente, com atraso >> véspera da prova – foi a de não realizar-se a nova prova. Quebraria-se então a contradição com a promessa de que os alunos não seriam lesados. Os alunos, desconfiados, não aceitaram a idéia e vieram no dia seguinte fazer o teste...quem não veio foi o professor.
E agora entra o propósito desse texto. Após essa longa, e espera-se, neutra, introdução, chega-se ao ponto central da discussão: NÃO HÁ DUVIDA QUE O PROFESSOR APROVEITOU-SE DO IMPASSE CA-ALUNOS E CONSEGUIU SAIR POR CIMA. A reação primeira de todos os alunos após o cancelamento da prova foi – como pretendia o professor – revoltar-se contra o CA. A culpa do cancelamento foi atribuída ao CA, as notas baixas dos alunos, conseqüentemente, tornaram-se culpa dele, uma possível não entrada na habilitação será também culpa dele. Se o CA não tivesse aparecido na véspera da prova estaria tudo bem agora...
Não, não é bem assim. Voltemos ao caso Ivana Bentes: o que houve foi a mesmíssima coisa e quase ninguém reclamou. Quase ninguém reclamou porque quase ninguém foi afetado. Ora: o desespero dos alunos então, não é pela cagada dos professores, e sim pelo pelas conseqüências PESSOAIS que o fato acarretaria. É muita cara de pau portanto, um grupo de alunos utilizar-se de ironias baratas (tão baratas quanto as do texto infeliz que o CA pôs no mural da Faculdade contra o professor) e ataques pessoais diretos (dizendo, sem citar o nome, que o fato de a aluna Carolina – membra do CA – ter tirado 9,0 justifica a ação do CA. Traduz-se: “já que o dela não ta na berlinda, ela ta aí colocando todo mundo em risco sem se preocupar”).
Pra começar: a Carolina não é o CA. As decisões do CA não são tomadas só por ela. Tem muito aluno aí que só ta latindo porque não tirou 9,0 como ela...esses sim, se tivessem tirado 9,0, não estariam nem aí pra confusão (como não estão pro problema Ivana Bentes). E digo isso sem ironia barata. Ataca-la dessa forma é apelar para o lado mais fraco...é CAVARDIA. O merda do Ref ta aí...rindo a toa, com um bando de malucos em suas mãos, abanando o rabinho pra ele, enquanto deveriam estar, na verdade, fudendo com ele.
Ele não precisou ao menos ser inteligente pra inverter a situação: foi só se aproveitar da indecisão CA-Alunos; era claro que a maioria (os alunos) iria se voltar contra a sugerida “incompetência” de seus representantes. E o babaca saiu por cima com sob a seguinte asneira: “ele tentou nos ajudar e o CA atrapalhou”. Santa ingenuidade e egoismo.
O CA fez merda sim, não se decidiu rapidamente e não apresentou propostas seguras e justas. Mas o Ref fez muito mais....
Isso é tão obvio!
Escrito por carioca-mineiro-paulista às 01h34
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