TEMPLATE ERROR Current Date: Mon May 08 11:49:26 BRT 2006 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 165 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison . Mundo do Espetáculo .

Ja que não saiu no Reator...(esse Uol é uma merda...tive que dividir em dois. Continua embaixo.)

 

O que menos importa é a nicotina

 

Ricardo Monteiro

[21/06/2005]     

 

 

  

O cigarro é, obviamente, figurinha carimbada em grande parte das cenas do filme. Mas não é o mote.

            Nicotina, filme mais recente do argentino naturalizado mexicano Hugo Rodriguez (de En Médio de La Nada), se propõe a encontrar graça na falta de ética de uma classe média urbana e medíocre, partindo, para isso, da paródia e dos estereótipos. Transforma Lady Macbeth, esposa abnegada de um barbeiro-excrupuloso-e-apaixonado-pelo-que-faz, em uma assassina psicótica; as aventuras sexuais da vizinha-charmosa tornam-se com o passar do tempo caso de vida ou morte. Estopim para essas mutações: dinheiro.

À primeira vista, imagina-se um filme decomposto, formado por histórias quase independentes. O hacker Lolo (interpretado pelo excelente Diego Luna, de E sua mãe também e Frida) consegue acesso às contas de um banco suíço ao mesmo tempo que monitora, através de um circuito de câmeras e microfones, todos os passos de sua adorada vizinha instrumentista. Após um princípio de incêndio (proposital) em seu apartamento, mete-se numa confusão com mafiosos russos e estelionatários mexicanos que, a partir daí, partem para as ruas da Cidade do México em busca de diamantes perdidos. E aí as histórias paralelas se misturam.

 



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 21h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


O que vale não é a forma

 

Trata-se de um roteiro bem realizado que, por si só, já garantiria um bom filme para os mais descolados. O visual moderno, concebido através de brincadeiras de câmera, montagem ágil e trilha sonora marcante, é condizente com - para não dizer determinado pela - a trama pop, atual, cheia de coincidências, diálogos bem desenhados e viradas repentinas. Mesmo que nem tão repentinas assim, já que reinventam truques já bem sucedidos nos norte-americanos Pulp Fiction e Réquiem para um Sonho ou no latino Amores Brutos, as reviravoltas são eficazes. O filme, porém, não pretende (nem pode) ser inovador ou marcante por esse sentido, mais importante que a forma se torna o desenrolar da trama.

Nicotina consegue mostrar despretenciosamente (e, por isso, os chatos de plantão torceram o nariz) a mente perversa e gananciosa que convive latente com o dia-a-dia chato da classe média. O dinheiro torna-se a principal, e mais justa, forma de “salvação” e solução dos problemas de uma musicista sonhadora, um hacker apaixonado e uma ajudante de barbeiro frustrada. Mais ainda: a figura de um jovem contraventor passa a ser quase a de um Don Juan na vida de uma comerciante de casamento falido; a ganância e a falta de escrúpulos se tornam temperos nas vidas mornas destas pessoas. 

E o uso claro de personagens estereotipadas não diminui essa eficiência. Ao contrário, além de reforçarem (não a ponto de perder verossimilhança) a construção das mentes monstruosas, trazem ao filme um indispensável ar cômico e agradável. Sim, a história que discorre sobre os desvios de conduta do ser humano, é light, facilmente digerível. Um voyeur, dotado da mesma mente “disgusting” de William Baldwin em Invasão de Privacidade, é hilariamente interpretado por Luna, através das mancadas de um nerd desajeitado; enquanto isso, o visual e sotaque carregado aliviam a tensão sobre o mafioso russo carrancudo. Nicotina acerta: utiliza-se de figuras do lugar-comum para mostrar a volubilidade da psiquê, apresenta figuras pré-definidas no imaginário ao mesmo tempo que foge do maniqueísmo.

O cigarro, tema recorrente durante a trama, de fato só acompanha estas histórias. Aparece como um coadjuvante de luxo, daqueles que estão presentes quase o tempo todo, praticamente não fazem diferença, e ainda determinam o nome do filme.

 

 

NICOTINA

 

(Nicotina)

Dir: Hugo Rodriguez

Com: Diego Luna, Marta Belaustegui, Lucas Crespi

MEX/ARG/ESP, 2003



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 21h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 

Quem



É preciso ter o diabo no corpo para alcançar êxito em alguma arte.

Voltaire.




ricksenra@gmail.com


Quando

01/05/2006 a 31/05/2006
01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004








Onde


 Almofada
 A Patchwork Life
 A Tangerínea
 Boghob
 Cinetotal
 Do Metrô
 Doce Decadência
 Eco by Fábio
 Escrevendo por Escrever
 Feito Viciada
 Meu Refrão
 Movie Guy
 Mundo Falocêntrico
 Nada que Fazer
 Vicious Streaks
 A Orquestra
 O profile
 E as fotos.


XML/RSS Feed
margin-bottom: 20px; margin-top: 20px;} .space a{text-decoration:underline; color:#fff; font-weight:bold;} .rssimage{margin-bottom:5px;} .space a img{border:none;padding-right:2px;}