Bêbado. Indo dormir. E invento de escrever...
Dando uma relida dinâmica no que já foi postado nesse blog.
Impressionante como as coisas muda(ra)m bruscamente por aqui. Não é nem um pouco difícil ficar bobo com a cara de pau da falta de cara dessas linhas – ou, ok, existindo coerência lá no fundo, com o volume enorme de botox nelas injetado semanalmente. Um tudo todojunto: dos comentários apaixonados sobre a viagem de carnaval às mal feitas crônicas cinematográficas, passando – principalmente, e esse é o ponto – por bebida, cigarro e cositchas relacionadas.
Na verdade esse about me, ahan, brega, aí do lado, veio de um bate-papo com um amigo paulista. Ele dizia que talvez infelizmente havia concluído que noventa porcento da minha produção literária uhuw dependia de vícios e libertinagem. E que isso não era necessariamente ruim, mas tampouco bom, e a isso eu deveria atentar.
De fato, eu me deslumbro com o dirtyzinho. À legião de fãs, no worry, eu sou muito limpo e cheio de nojos (os quais, por si mesmos, garantem-me um ‘ok’ meio borrado e cinco, tá, quatro estrelinhas na carteirinha de aptidão pro convívio social humano), mas assumo sem pestanadas que entre Sinuca da Lapa e qualquer Devassa da vida (ahn, semanticamente nem tanto), eu sou muito mais a primeira opção – mesmo que, além das cervejas e cigarros triviais, pra beber só tequila e uísque. O textos crus, por outro lado, também sempre me seduziram; pra mim, sem dúvida, nada melhor que um cuspe no lugar de um saliva, um bunda em lugar de derrière ou traseiro (até porque ninguém fala traseiro) – e, tá, de nada, disponha. Os exemplos foram cuidadosamente pinçados após longos segundinhos de refexão. Pra entrar no clima e cerejar a falta de ritmo.
O negócio, porém, é que o arrebatamento tá passando. Não sei se pelo excesso na prática do esporte, mas a beleza do mundo torpe tá enfim martarochando. Isso, claro, deve ser bom, já que garante aquele pé no chão, o tal juízo, famoso e anônimo, sempre importante, pedido de mamãe de miss pro Papai Clichê. Já posso contar a ela, por exemplo e sem medo, que não mais creio no álcool como salvación una dos humanos sem assunto ou inspiração.
Evoluí.
E agora tenho uma lista enorme de outras opções com efeito semelhante. Não tóxicas, na maioria.
Só não te conto porque já são cinco horas e tá na hora de dormir. Bêbado, de novo.
Escrito por carioca-mineiro-paulista às 05h10
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Hateyourhead
Conflitos pessoais de toda sorte
Procurava a Bela Morte
Só queria a todos fascinar
Boatos geram o desassossego,
Sensação de desapego
Chapinhas soltas pelo bar.
Raras, soltas, outras, poucas,
Roucas, doidas, sem escolha
Sempre, em vão, à mesa, tentam figurar
Descartadas, têm motivo
Tudo as leva ao conflito
Dúvida se veste, então, para passear.
Porque eu não sei, porque eu não sei, porque eu não sei.
(e aqui entraria o solo de guitarra mais psicodélico desde aqueles anos)
raras considerações cinematográficas:
1. a Gong Li vai fazer MIAMI VICE com o COLLIN FARRELL, que teve uma overdose.
2. o Robert Downey Jr é muito foda.
Escrito por carioca-mineiro-paulista às 15h27
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