TEMPLATE ERROR Current Date: Mon May 08 11:49:25 BRT 2006 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 165 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFNotComparison . Mundo do Espetáculo .

De noite no Queens

Aaahh, nada como res-pirar bem fundo.
O máximo possível, o clássico fusível.
                            Faltou luz na Macedônia, aos maçons só acetona.

Mama, just killed a man,
sais that faggy moustache.
                                                       Bigodes, Jack Fucking Twister.
                                                                                     Mão direita no vermelho.
                                                                                     Jorre, líquido maldito.
Estamos na banheira, eu, você e Matthew. Apaga, apaga e tira a tampa.
                                                                                Sim, beba Coca-Cola, sinta o verão.
Os quarenta e dois da cidade maravilhosa.
                                        Elkes e suas longas botas no Lido.
                                        Ler pra quê? Re-pito.

Mamamia, mamamia, mamamia letmego.
Let me go to Alabama.
                                                                                Sweeet home, Alabama
where the skies are so bluuue. 
                              
Azuis como os da loura.
                                                       Loura em parte, parte a loura, vem o olhinho.
Vai o olhinho. E hoy jo catarsei
                              Catar-sei, eu sei, eu sei. We pray. For Ray. Charles.
Camila Parker Bowles, Elton John e aquela música chaaata.

Aaahh, nada como res-pirar bem fundo!
Canta, Freddy Krueger, eu dirijo o Mercury e peço um n°1 sem picles. 
                                    Até a Lapa e tomo um tapa. 
                                    Certa vez, tomei um soco e ficou roxo.
                                    Igual o do Collor.
Colorida é amizade Boa.
                         Vê uma Antártica, Tião, já que não tem Itaipava.
                         Aliás, lá é bom. Podíamos ir no carnaval.
Tum-tum, pá ti cum bun. 
                                da.
                                ta.
                                ta.
                                Que bêbada safada! Tá errada, sua sapa.
                                                                                Passa!
?
                                                                                Nunca gostei, Panetone devia ser proibido.
Droga, cabou o CD.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 14h47
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Não sou fanzíssimo dele, não, mas esse é bem bom.

 


 

Alone with everybody.  
 Bukowski

the flesh covers the bone
and they put a mind
in there and
sometimes a soul,
and the women break
vases against the walls
and the men drink too
much
and nobody finds the
one
but keep
looking
crawling in and out
of beds.
flesh covers
the bone and the
flesh searches
for more than
flesh.
there's no chance
at all:
we are all trapped
by a singular
fate.
nobody ever finds
the one.
the city dumps fill
the junkyards fill
the madhouses fill
the hospitals fill
the graveyards fill
nothing else
fills.

  



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 17h10
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A Bula
(ou sobre o verbo postiçar)

no opróbrio próprio, eu prego a falácia. a-a gentalha, sou nem genitália.

já o riso tantálico pospõe o inefável, o estado imutável é o fortúnio a-logrado.

deveras fungível, sim sim, sou fungável; às porcas bazófias, às parcas prosápias...

eu sigo amovível à delonga arfada, clamo a talagada - à prosódia aprumada.   

pois sinto o encargo do meu caiporismo e a qualquer aforismo, consinto e abdico.

encarcero o peito ao abafadiço, retenho os caniços, (s)ou, enfim, postiço.

 

.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 23h41
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Quando Cartola versa a esperança vaga

 

Olhou para os lados, certificando-se de que não havia ninguém mais no pátio.  Deitou a mão no bolso e pegou sua carteira de cigarros. Não tinha a menor vontade de fumar; ainda o último filtro brilhava, fosco, noutro canto, próximo a uma pequena árvore.

 

            Mesmo assim acendeu. “São assim os vícios”, pensou, “Faz-se menos do que se pode, mais do que dever-se-ia, é involuntário”. Acreditava que a vontade naturalmente torna-se menos forte do que o costume, o qual, após abertas as alas, assume sem garbo as rédeas, apenas devolvendo o couro à mentora inicial em casos de extrema urgência ou novidade; fumaria por costume, então. Assim explicava também a rotina ou a monotonia; agiriam elas como os vícios. Junto ao costume, por vezes, atuaria ainda um outro tipo de sentimento, uma espécie de incentivo paralelo à má vontade, mas este ele não conseguia, não por medo, sim por falta de vocabulário, empalavrar. De qualquer maneira, soprava a fumaça e nada observava à escuridão; nessa hora, a luz fraca do penúltimo havia já morrido. Pôs-se a se concentrar nos barulhos que o cercavam, e tentou, em vão, identificar uma música que, lá, bem ao fundo, indicava a existência de um bar ou coisa parecida.

 

            Imediatamente pensou em beber algo, mas logo desistiu. Lembrou-se do recente arrebatamento e concluiu ter encontrado mais um meio para reforçá-lo. Nesses momentos não raros de anti-contemplação, costumava tentar pensar. Não duvide, precirritado leitor, de que houvesse muito a se pensar naquela cabecinha. Tudo muito vago, fugaz e solúvel, como o pó, mas havia. Seu problema maior esboçava ser a, própria e alheia, falta de dedicação aos conflitos e dúvidas que tentavam atormentá-lo, tivessem eles espaço. Alguém precisava, portanto, avisá-lo que os sorrisos amarelos, apesar de razoáveis escondedores, resultam em dentes azuis, irrefutavelmente. E que sua busca pela nova versão da Bela Morte, que alguém já disse "toda uma vida honrar",  não trazer-lhe-ia necessariamente bons frutos, ao menos da maneira com que se desenhava, escrevia. 

 

            Novamente creditou ao costume sua falta de ação. Queria desvencilhar-se do marasmo chato recém instalado, mas seguia a vontade inerte, letárgica, privilegiando como sempre o garantido. As vozes altas e as longas gargalhadas, cada vez mais próximas, denunciavam que o tal bar havia fechado. Fechado. A alegria daqueles bêbados passou então bem perto, mas nosso herói fez questão de se esconder. “Deve entre eles haver algum conhecido que provavelmente me chamará para acompanha-los”, imaginou.

 

             Deu então a última tragada, longa e pesada, quase queimando os dedos. Quando teve certeza de que novamente não mais havia alguém por perto, levantou-se, ajeitou as roupas de forma que não se percebesse onde estivera e preparou-se para sair. Antes, inconscientemente, deitou a mão no bolso e pegou sua carteira de cigarros.

            

             Acendeu outro.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 13h53
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It's a shoreline and it's half-speed it's a cruel world and it's, mine

 

- Utopia é um termo moderno, quando ela acaba, começa o hojemdia. Hojemdia chato e triste esse. Morto, frio e gordo também. Porque quando havia a utopia, havia o bom-óbvio, aquele do Groucho Estíffens, existia estímulo, sabe? Hoje, na minha opinião, o estímulo é o “Pedala Robinho”, estímulo ao lhufas. E bebe-se, e fuma-se, e ri-se, e existe-se nessa de nada. Falta de perspectiva é o problema. O conceito boçal de romantismo que rola por aí parece contradizer a idéia, mas não. Como se chamam mesmo, no singular, os rococós dos enfeites e adereços? Argh, paradoxo. Enfim, romantutopia é legal sim, motiva.

 

- Aí vem alguém celebrar a angústia, diz que ela estimula o homem a sair de si mesmo, a soprar a banalidade do cotidiano e alcançar a transcendência – de testo o termo –, abandonando enfim a antiga existência sûr le rien absolu. Contemporâneo safado esse Ráidig – perdoem o sotaque – que credita à angústia um papel que melhor cairia na, cuidado, boa fé. Boa fé é pejorativo. Perdão, então, não, Utopia. Força motriz. Anti-desânimo. Esse hoje tá desanimando? Não se deixe engolir. Mergulhe, vá ao fundo, mas não pratique apnéia. Pode acabar ficando lá embaixo. ... . Droga! Isso é trânsito, fluxo, instabilidade? Merda de paradoxo.

 

            - Por fim, seguiremos avaliando os graus de animosidade superfólica coercitante do ID dos cães pastores. Falamos, aqui, dos humanos, fique claro.

 

           

 

  

 

-  Ahn... err... ouquêi. Voltem para os seus lugares, Moldo, Di e Sophum.

 

 

 

 

 

 

 

 

            * vai ao toalete
            * sussurra

 

 

 

 

 

 

           - Alô, professor Estíffens? Bem, não sei se essa história de filosofia pro ensino médio tá dando certo... medo.

 

           

 

Escrito por carioca-mineiro-paulista às 17h01
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(meu blog tem um novo contador. e daí?)

VIGÁRIA

- Conta-mo.
- Acho que não devo, professor.
- Peraí, você chega, invade a minha sala enrolado nessa toalha, bochecha com a água do aquário e não tem nada a dizer?
- Ahn, tá. Eu acho que engoli um peixe.

O professor levanta do sofá, encara o aquário e berra, enfurecido.

- Você comeu o meu Caralhus lazarentus, filho da puta! Isso vai lhe custar os olhos da cara, fique sabendo!
- Mas, professor, o senhor bem sabe que eu não tenho dinheiro pra nada. E, pergunta pra sua mulher, eu odeio peixe cru!
- Pra minha mulher?

O aluno tava suando de nervoso. Andava de um lado pro outro, tomando sempre cuidado pra toalha não cair.

- É, a dona Maria. Ontem ela me levou pro cinema, nós demos uns amassos, depois fomos prum restaurante japonês e acabamos trepando a noite toda num motelzinho fuleiro.
- O quê??
- É, é verdade. Aí, enquanto eu tomava banho, ela sumiu e levou todas as minhas roupas. Tive que pegar dois ônibus, pelado desse jeito... E o senhor sabe, depois daquela história do brigadeiro especial, a minha mãe me colocou pra fora de casa pra sempre...
- Já falei pra você nunca mais mencionar esse dia, caralho. Então, deixa eu ver se entendi: você comeu a minha mulher, comeu o meu peixe, e ainda ta me olhando com essa cara de cachorro com fome. Posso ajudar-lhe em mais alguma coisa?
- Na verdade sim. Eu precisava de umas roupas e de uns 60 paus...
- 60 paus?
- É. Pra poder comprar outras roupas.
- Você acabou de pedir roupas, imbecil.
- Eu sei, mas a dona Maria disse que o senhor é falido, fedido, nojento e que deixa um rastro impregnado por onde passa. Eu vou te falar que nunca tinha percebido, mas agora que ela disse...
- SOME daqui, moleque! Desaparece da minha frente ou eu te encho de porrada!

O aluno parecia mais nervoso ainda, tremia feito bambu. Desenrolou a toalha, pegou o canivete e enfiou na testa do homem. Certo de que ele tava apagado, vestiu suas calças e procurou o telefone.

- Oi amor. Então, me enchi e acabei matando o velho... Mas a missão tá cumprida!
- (...)

- O QUÊ? SUA VAGABUNDA!



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 19h02
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THEY CAN, I TRY.

- Concordo. Sou mais o pijaminha de algodão dos ébrios boêmios.
- Exato. A formalidade é um vestido longo de festa, feito pra inglêsver, cheio da pompa, mas mais pobre que chuchu.
- Boemia é como o jantar. É o arroz e feijão.
- Enquanto a cerimônia é o dîner, pouca comida e cara de bunda.
- É... E bem melhor uma bunda do que a cara dela.
- Seja na mesa ou fora dela.
- Puts, tão bom concordar com alguém... Deixa-me ver a sua bunda.
- (...) Bom, discrição, ahn? (...) Taí, gosta?
- Porra, bem melhor que cara de francês.
- Ah, mas isso eu já sei há tempos... Agora eu quero saber se ela é boa.
- É. Na ‘ebrietude’, tudo se encara.
- É. Na ‘ebrietude’, tudo se encara.
- Quem repete a frase, repete o prato.
- Não, não sou de reatar namoro... A gente não funciona sob pressão.
- Claro, isso é coisa de chopp. Caralho, seis da matina.
- Chopp não é feito pra funcionar, no máximo pra deslizar.
- Goela abaixo?
- Também. Copo abaixo, eu dizia.
- De copo pra corpo é um erre e uma tônica.
- De mim pra você são dois erros e só.
- Erros quais?
- Eu e você.
- Arroz e feijão.
- Boemia?
- É... Melhor que chuchu.
- De fato.
- Aliás, ouvi que você tá dando que nem chuchu na serra...
- Ah, tô. De pijaminha de algodão.
- De vestido é mais sexy.
- Menos. De vestido pra camisola são dois beijos.
- De camisola pra chuchu na serra são mais dois.
- Então fechado, dou-te quatro beijos e começamos a plantação.
- Ah, não. To querendo caviar.
- Tomar no cu.

- Os próximos são vocês dois.

- Ih, é.
- Vai lá.
- Oi, moça. Dez pãezinhos, por favor.
- Os mais torradinhos, se possível.



Escrito por carioca-mineiro-paulista às 19h01
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Quem



É preciso ter o diabo no corpo para alcançar êxito em alguma arte.

Voltaire.




ricksenra@gmail.com


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